domingo, 28 de fevereiro de 2010

As muitas faces do Ibira

Quando terminei o treino da quarta-feira (24/2), perto de 22h40, me ocorreu que eu já estive no Ibira em situações diversas: domingo lotado, sábado com calor, dia de semana em manhã fria e chuvosa, noites cheias de esportistas. Agora, mais essa face do Parque: vazio, quase às 11 da noite.

Terminei o treino agora, quase 11 da noite. Ibira deserto. É gratificante vencer a preguiça após um dia puxado.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Barreira dos 30 km

No longão deste sábado (27/2), enfrentei pela primeira vez aquilo que chamam de barreira dos 30 km. Para mim, o desgaste fisico e psicológico veio no quilômetro 26, após eu sair de cinco voltas no Parque do Povo.

À noite, antes de sair para uma pizza com amigos, estava em estado febril. O termômetro mostrou que minha temperatura corporal era de 37,1ºC. Via Twitter, o Paulo me explicou essa reação: "São sintomas comuns ao que você foi exposto, além de desidratação, hipoglicemia, etc. Abuse dos carboidratos de hoje [sábado] até segunda, mas abuse mesmo!".

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Treinando mais tarde

A Alê viajou para a Praia do Forte, na Bahia. Sem ela no meu cotidiano, fico pouco disciplinado com horários. O compromisso de não deixar nenhum treino de lado fez com que, tanto na terça (23/2) quanto nesta quarta-feira (24/2), eu fosse treinar à noite.

Por um lado, acordei cansado nas manhãs seguintes aos treino noturnos, o que não é bom. Por outro, fiquei satisfeito de não ter pulado nenhum treino, mesmo em situações em que o dia parecia perdido para treinamento.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Frequência cardíaca e calor

Fiz na quinta-feira (11/2) o treino de 20 quilômetros na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. A temperatura era de 31ºC quando liguei o cronômetro, por volta das 20h15. Estranhei minha frequência cardíaca, que chegou à casa dos 170 bpm logo no segundo quilômetro. Com 1h10 de treino, tive de fazer pausa para Gatorade e reabastecimento de água. Senti que o calor me derruba.

Mas não deve ter sido apenas o calor. Porque na terça-feira de Carnaval (16/2),em Santos, deixei para treinar pouco depois de meio-dia. O sol era de rachar. Os termômetros marcavam entre 33ºC e 36ºC na avenida da praia de Santos. E, o que era pior, meu treino foi bem mais pesado, com alternância de ritmo, como se fossem tiros de dois a três quilômetros. E, incrivelmente, a frequência demorou a chegar a 165 bpm.

A comparação dos dois treinos me fez pensar que quanto mais observo meu corpo, menos conheço seu comportamento.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O clima da viagem para Chicago

Passava de meia-noite quando cheguei do longão. A Alê estava tentando dormir, mas ficou preocupada, embora eu tivesse deixado um bilhete avisando que saí para correr às 9 da noite, horário em que, acompanhada de meus pais e cunhada Ana, ela perambulava por algum shopping de Santos.

Quando cheguei, dei sorte de encontrar minha mãe acordada. Primeiro porque ela topou fazer um belo macarrão enquanto eu repousava meus pés sobre um pano com gelo. Segundo por causa da nossa conversa.

Confidenciei a ela que em janeiro comecei a me focar de duas maneiras na maratona de Chicago. Uma é para não perder o comprometimento com os treinamentos. A outra é para conduzir melhor as coisas no trabalho.

Para isso, coloquei na cabeça que, ao embarcar para Chicago em outubro, tenho de estar treinado e, principalmente, com a cabeça fresca. Ou seja, quero minhas metas de 2010 batidas já em outubro.

Deduzindo a planilha

Tive vontade de correr nesta segunda-feira de Carnaval com o Caio ou com a Alê, no final da manhã. Seria a chance de tomar um sol. Acontece que não havia recebido a planilha da semana porque só mandei para o Paulo o feedback dos treinos na madrugada, após o longão de domingo (14/2). E ele só retornou, claro, depois do almoço nesta segunda.

Dessa experiência, reforcei a ideia de que não adianta tentar prever a planilha. Eu arriscaria fazer um treino leve, regenerativo. No entanto, não foi isso que veio na minha planilha, mas um treino de 10 km em ritmo de moderado a forte (pace de 5'30 por km).

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Calçadões cheios no domingo de Carnaval

Durante toda a tarde do domingo de Carnaval, me senti meio cansado, com pernas pesadas. Talvez fosse reflexo do treino da véspera,na Aldeia da Serra, cheia de subidas. Passar o Carnaval com a planilha cheia é, definitivamente, melhor negócio do que passar com a cara cheia.

Deixei o treino para as 9 da noite por causa do calor.Os calçadões de São Vicente estavam lotados e isso atrapalhou um pouco. Fiquei impaciente e fui até ríspido com as pessoas que me fechavam o caminho. Antes mesmo do fim do treino, já tinha me arrependido daquilo. Cabe a mim desviar e saber correr em qualquer circunstância. Se eu for esperar que os outros abram caminho, vou me estressar sem resolver o problema.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Efeito do calor

A frequência cardíaca subiu demais no treino de quarta-feira (10/2)
à noite. Foram 20 km na Lagoa Rodrigo de Freitas. A temperatura era de
30ºC às 20h.

Ficou claro que, no calor, não deveria ter iniciado a corrida buscando
pace de 5'40 / km. Isso fez com que o ritmo cardíaco passasse dos 170
bpm antes mesmo de fechar o primeiro quilômetro.

Teria valido mais a pena, tanto no Rio como em ocasiões anteriores em
Santos, ter feito um bom aquecimento nos primeiros quilômetros.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Visão no aeroporto

Viajei a trabalho para o Rio de Janeiro. Desta vez, embarquei de Cumbica. Cheguei cedo ao aeroporto. Na fila do raios-X, me vi ali, do outro lado do vidro, na ala internacional, pronto para embarcar para Chicago,ao lado da Alê. Será em meados de outubro.

Mentalizo muito fortemente a Maratona de Chicago todos os dias, em todos os treinos, e não apenas nos treinos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sem iPod

Fiz o treino de segunda-feira (8/2), de oito quilômetros, sem usar o iPod. A opção foi consequência de uma adaptação a correr sem música para obter duas vantagens:

1. Escutar passada e respiração durante o treino; e

2. Reservar o iPod somente para treinos na esteira e longões, normalmente mais estressantes pela duração prolongada ou pela monotonia.

Eu já havia corrido os 20 quilômetros do sábado (6/2) com fones no ouvido, mas iPod desligado quase o tempo todo.

Em janeiro, eu já havia optado por não reclamar da musculação ou de ter de correr na esteira. Precisarei aprender a gostar de ambos. Usar o iPod só na esteira pode ser uma forma de passar a gostar da esteira.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Que suba mais

Lembrei que nos primeiros quilômetros do longão de sábado (6/2), em Perdões, eu tive um pensamento inédito.

Até o terceiro quilômetro, foi só subida. Eu não conhecia a estrada. Como faria um percurso de ida e volta, naquele momento torci para que a longa subida não acabasse. A lógica era simples: cada metro de aclive na ida seria um metro de declive na volta, quando eu estaria mais cansado.

Pouco adiantou. Havia subida e descida por todo o caminho. O jeito foi encarar.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Efeito da musculação

No treino feito na estrada de Perdões a Ribeirão Vermelho, no interior de Minas Gerais, peguei aclives longos e com alta inclinação. Constatei que a musculação, iniciada em janeiro,
começou a fazer efeito.

Suportei melhor as subidas, que tinham desnível aproximado de 100 metros. Não senti o habitual cansaço muscular.

Tucanos e gavião no caminho

Numa troca de posts no Twitter com a Pat Gomes, descrevi o treino deste sábado, antes da festa de aniversário dos sobrinhos Lucas e Hugo. Resumidamente:

Fui de Perdões a Ribeirão Vermelho por uma estradinha sem movimento e bem asfaltada. Não me avisaram que essa estrada tem subida insana nos dois primeiros quilômetros. Quase 100 metros de desnível medindo pelo Garmin.

Chegando a Ribeirão Vermelho (metade do treino de 20 km), outra pirambeira. O lado bom disso: fui e voltei. O que era aclive na ida virou descida na volta. E vice-versa.

A parte mais importante: isto é Brasil. Fui surpeendido por três tucanos — aves, e não políticos — voando calmamente sobre a estrada. Logo depois, tomei um susto com uma outra ave que pulou no topo de um toco. Era um gavião.

Estreei meu Asics Kayano 15 com tempo total de 1h59'11" — pace de 5'59" / km. Minha meta era fazer menos de duas horas. Consegui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sou fundista

Recebi à tarde o Paulo no escritório. Ontem, ele fez o teste ergoespirométrico. Com o Mário, da Needs, comparou seus resultados com os meus.

Resumidamente, o Paulo tem um ponto forte: tiros. Disparar no meio (ou no final) de treino ou prova, é com ele mesmo. Descobri que sou o oposto. Meu forte é a resistência.

Concluí a conversa com uma pergunta-quase-afirmação: "Posso dizer, então, que ultramaratona é um sonho, mas não um delírio para mim?". Ele respondeu que sim.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Nova ferradura

Eu tinha separado os dólares para entregar ao meu irmão. Encomendei a ele um tênis de sua viagem dos Estados Unidos. Ele corre há bem mais tempo do que eu e, portanto, saberia escolher. Trouxe um Asics Kayano 15. E se recusou a receber o dinheiro. Aquele foi o seu presente de incentivo aos meus treinos para a maratona. Mais do que o tênis, o gesto me fez muito, muito bem.

Estreei o Kayano num treino leve na esteira nesta manhã. Primeira impressão: é muito estável. Ainda falta testá-lo no asfalto.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Raios no Ibirapuera

Completei somente 3 dos 5 km previstos para o começo da noite, ainda clara, no horário de verão. Eu seguia em ritmo leve na reta do lago quando a chuva começou a apertar. Até aí, nenhum problema.

O barulho de um raio invadiu o fone de meu iPod. Na hora, me veio à cabeça a imagem de um vídeo que meu pai me mandara por e-mail. Um cinegrafista amador gravou casualmente um raio caindo na árvore bem à sua frente. A árvore pisca como se o tronco tivesse enfeitado por luzes de Natal.

Olhei ao meu redor e só havia árvores. Meu irmão mais novo uma vez levou um choque porque estava sentado numa mesa de alumínio em São Vicente. Um raio caiu a centenas de metros dele, mas não o poupou. Ele teve queimaduras leves pelo corpo. Felizmente, foi só um susto.

Perdido em meus pensamentos, me assustei com o estalo seguido de estrondo um raio perto do Ibira.

Calculei que a Alê devia estar apenas dois ou três minutos atrás de mim. Chegando à Praça do Porquinho, dei meia volta. Queria ter certeza de que ela ficaria bem.

Passamos alguns minutos sob uma marquise, depois fomos direto para o carro. Treino cancelado. Fui embora frustrado, mas seguro de que não tivemos escolha.