O longão de hoje, de 27 km, passou rápido. Nos primeiros 11 km, fui ao lado da Alê na USP.
Tivemos a companhia de Antonio Colucci, que nos acompanhou de bicicleta. Bater papo faz com que nossa percepção de tempo mude durante o treino.
A Alê fechou seu treino de 11 km em pouco mais de 1h20. Foi a maior distância percorrida por ela até hoje. E ela deu um sprint no final, acelerando a menos de 6 min/km na parte final. Enfim, mostrou que está em plena evolução, empurrando a cada dia seus limites para cima. O desempenho dela me deu uma força mental extra.
O Colucci ainda me acompanhou até os 15 km. Depois, nos 12 km finais, decidi acelerar. Estava entalado em minha garganta o péssimo treino de 25 km, no domingo anterior.
Corri com um sentimento parecido com raiva. Tive a sensação de que precisava provar para mim que estava forte o suficiente para percorrer distâncias cada vez maiores. E estava mesmo: fiz os 27 km na USP em 3h01. Apenas dois minutos a mais dos que os sofríveis 25 km de Santos, seis dias antes.
sábado, 30 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Sem escolha
O cansaço acumulado bateu, principalmente por causa da musculação.
| Não dá p/ escolher se fará sol ou chuva no dia da prova. Nem se haverá ou não subida. Então, melhor não escolher para os treinos. |
Eu de sutiã? Faz sentido.
Fiz pela manhã um treino no Ibirapuera. Fazia sol, com temperatura de 30ºC. Corri sem camisa. Quando passei por um grupo de crianças de uns oito anos de idade, eles começaram a rir. A professora (ou monitora) tentou pedir silêncio, mas em vão.
Até que um garoto gritou: "Ele tá de sutiã!". As demais crianças caíram na gargalhada.
Caí na gargalhada junto com eles. Afinal, eles têm razão: o frequencímetro tem tudo a ver com sutiã mesmo!
Até que um garoto gritou: "Ele tá de sutiã!". As demais crianças caíram na gargalhada.
Caí na gargalhada junto com eles. Afinal, eles têm razão: o frequencímetro tem tudo a ver com sutiã mesmo!
domingo, 17 de janeiro de 2010
Feijoada, definitivamente, não dá
Na tarde do sábado (16/1), véspera do primeiro longão de 25 km do ano, aceitei o convite para comer uma feijoada com a família em um restaurante de São Vicente. Na noite do mesmo dia, coloquei em prática a ideia que eu dera: reunir pais e irmãos para um fondue de carne.
Com carboidrato zero no corpo, fiz o longão de forma sofrível. Na metade do treino, precisei parar porque sentia uma fraqueza que não experimentava desde meus primeiros passos na corrida.
Após o treino, coloquei em prática uma dica que li em algum blog sobre corrida. Coloquei gelo nos pés. Deu certo.
Com carboidrato zero no corpo, fiz o longão de forma sofrível. Na metade do treino, precisei parar porque sentia uma fraqueza que não experimentava desde meus primeiros passos na corrida.
Após o treino, coloquei em prática uma dica que li em algum blog sobre corrida. Coloquei gelo nos pés. Deu certo.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Sinal vermelho para Nova York. Chicago, lá vou eu.
Com jeito, o Paulo me convenceu a não correr a Maratona de Nova York. Tem muitas subidas. Alguns amigos do Twitter discordam. Para eles, as subidas não são aterrorizantes. Mas confio plenamente no Paulo e, por isso, mudei os planos. Decidi fazer a maratona de Chicago, com visita turística a Nova York. Esse passa a ser o roteiro da viagem.
Foi animador saber de colegas de trabalho, tanto meus como da Alê, que eles consideram Chicago uma cidade excelente para turismo.
Meu amigo Ricardo Capriotti também encorajou. Disse que ninguém que correu Chicago se arrepende.
Foi animador saber de colegas de trabalho, tanto meus como da Alê, que eles consideram Chicago uma cidade excelente para turismo.
Meu amigo Ricardo Capriotti também encorajou. Disse que ninguém que correu Chicago se arrepende.
E-mail para a Alê
Saí da academia e parei para almoçar antes de ir para o escritório. Sozinho na mesa, pensei no quanto a Alê vem me apoiando neste início de jornada. Peguei o celular e digitei. Eis alguns trechos da mensagem:
Seu incentivo é incondicional. Sei que às vezes você discorda, eu fico puto, mas isso faz parte do apoio incondicional. Porque se você concordasse com 100% do que eu quero fazer, eu avaliaria menos e erraria mais. (...) Obrigado por tudo nesta etapa inicial dos treinos.Obviamente, houve declarações de amor, intimidades de todo casal. Obviamente, ela adorou e me ligou quando leu.
Moído, mas me adaptando
Levantei na segunda-feira sentindo cansaço físico. O corpo ainda não se adaptou ao aumento de quilometragem semanal. Nas duas primeiras semanas de janeiro, terão sido mais de 140 km. Em 2009, levei sete semanas para acumular esse volume.
| Não me cabe escolher se quero treinar ou não. A planilha de treinos é composta de compromissos. |
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Teste ergoespirométrico
Fiz na requintada academia Needs, onde trabalha o Paulo, meu teste ergoespirométrico. Seu colega, chamado Mário. Além de simpático, ele é expert nesse tipo de trabalho. Em seu histórico, atendeu atletas de elite brasileiros e estrangeiros. Um deles foi Paul Tergat.
Fui para a esteira. Tentei ajeitar a máscara no rosto para liberar a entrada de ar pelo nariz. O Mário advertiu: "A máscara vai dificultar que o ar entre pelo nariz mesmo. Você precisa respirar pela boca".
Foram apenas 9 minutos correndo, mas em velocidade de até 15 km/h e leve inclinação. Resultado: minha capacidade cardio-respiratória é excelente. Meu percentual de gordura está num nível bom (quase ótimo). Mas meu alongamento é péssimo. Fiquei surpreso, pois me alongo sempre. Mas não o suficiente Assumi como desafio a tarefa de melhorar minha elasticidade.
Fui para a esteira. Tentei ajeitar a máscara no rosto para liberar a entrada de ar pelo nariz. O Mário advertiu: "A máscara vai dificultar que o ar entre pelo nariz mesmo. Você precisa respirar pela boca".
Foram apenas 9 minutos correndo, mas em velocidade de até 15 km/h e leve inclinação. Resultado: minha capacidade cardio-respiratória é excelente. Meu percentual de gordura está num nível bom (quase ótimo). Mas meu alongamento é péssimo. Fiquei surpreso, pois me alongo sempre. Mas não o suficiente Assumi como desafio a tarefa de melhorar minha elasticidade.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Plano B: Buenos Aires
Se eu não for sorteado para correr Nova York, onde farei minha estreia em maratonas? Minha primeira opção foi Buenos Aires, que já tem data marcada: 10 de outubro.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Vence quem vence a preguiça
Cheguei a Santos no final da tarde. Se pudesse escolher, faria qualquer coisa, exceto correr.
Mas esse é o ponto: não posso escolher. Tenho de levar a sério a planilha de treinos, de forma ortodoxa, se quiser terminar bem a minha primeira maratona do ano. Apesar do cansaço, fui à praia e fiz o treino de 10 tiros de 800 metros.
Vence quem vence a preguiça.
Mas esse é o ponto: não posso escolher. Tenho de levar a sério a planilha de treinos, de forma ortodoxa, se quiser terminar bem a minha primeira maratona do ano. Apesar do cansaço, fui à praia e fiz o treino de 10 tiros de 800 metros.
Vence quem vence a preguiça.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Atendimento lá e cá
Enviei e-mail para a organização da Maratona de Nova York, na madrugada de 3 de janeiro, perguntando quando seria exatamente o sorteio de vagas (lottery). Recebi uma rápida e gentil resposta nesta manhã. Será na primeira semana de março.
No começo de dezembro, eu havia enviado e-mail aos organizadores da Meia de Praia Grande perguntando se a data estava confirmada. Coincidentemente hoje, com quase 40 dias de atraso, recebi uma resposta inútil. O sujeito me orienta a entrar no site da prova e procurar lá a informação. Ora, se consegui o e-mail é porque já visitara o site.
Em tempo: retornei ao tal site da Meia de Praia Grande e lá ainda não havia informação alguma sobre a data.
No começo de dezembro, eu havia enviado e-mail aos organizadores da Meia de Praia Grande perguntando se a data estava confirmada. Coincidentemente hoje, com quase 40 dias de atraso, recebi uma resposta inútil. O sujeito me orienta a entrar no site da prova e procurar lá a informação. Ora, se consegui o e-mail é porque já visitara o site.
Em tempo: retornei ao tal site da Meia de Praia Grande e lá ainda não havia informação alguma sobre a data.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Puxar ferro
Academias em São Paulo são caras, independentemente da qualidade. O que conta é a localização.
Entre Natal e Réveillon, fiquei tentado a entrar na academia Needs, onde trabalha o Paulo Oliveira. Avaliei com a Alê e concluímos que, entre viagens, tênis e outros gastos, seria mais sensato economizar com academia. Afinal, só preciso de musculação.
Hoje visitei uma na Vila Olímpia, indicada por meu amigo Alessandro Altman. Excelente, com piscina, mas com preço ainda alto para a minha necessidade.
Encontrei no Brooklin uma academia de bairro, modesta porém completa. A questão toda é que eu tinha de honrar o combinado com o Paulo: treinos de seis vezes por semana, dois dos quais seriam de musculação e corrida na esteira. Detesto ambas as atividades.
Entre Natal e Réveillon, fiquei tentado a entrar na academia Needs, onde trabalha o Paulo Oliveira. Avaliei com a Alê e concluímos que, entre viagens, tênis e outros gastos, seria mais sensato economizar com academia. Afinal, só preciso de musculação.
Hoje visitei uma na Vila Olímpia, indicada por meu amigo Alessandro Altman. Excelente, com piscina, mas com preço ainda alto para a minha necessidade.
Encontrei no Brooklin uma academia de bairro, modesta porém completa. A questão toda é que eu tinha de honrar o combinado com o Paulo: treinos de seis vezes por semana, dois dos quais seriam de musculação e corrida na esteira. Detesto ambas as atividades.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Maratona de Nova York
Foram cinco dias de férias entre a São Silvestre e o reinício dos treinos.
A trajetória rumo à maratona começou pela escolha da Maratona de Nova York como destino. Me inscrevi no final de 2009 para o lottery (sorteio).
Dediquei a noite do segundo dia do ano escolhendo hotéis em Nova York e concluí que a viagem custará US$ 3.000 para o casal.
O lado bom: confirmei que poderei usar passagens mais baratas por ter participação em empresa de turismo. O lado ruim: esse gasto considera hotéis longe de Manhattam.
A trajetória rumo à maratona começou pela escolha da Maratona de Nova York como destino. Me inscrevi no final de 2009 para o lottery (sorteio).
Dediquei a noite do segundo dia do ano escolhendo hotéis em Nova York e concluí que a viagem custará US$ 3.000 para o casal.
O lado bom: confirmei que poderei usar passagens mais baratas por ter participação em empresa de turismo. O lado ruim: esse gasto considera hotéis longe de Manhattam.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Kick-off da bebedeira
Quando cruzei a linha de chegada da São Silvestre 2009, dois os sentimentos se misturaram.
O primeiro, forte e efêmero, foi o de frustração. Queria terminar a prova em 1h20, mas meu tempo foi 3 minutos além do esperado. Em parte, o número excessivo de corredores na prova me prejudicou. Mas o sentimento de fracasso é inevitável.
O segundo, mais duradouro, foi o de dever cumprido. Foram 1.469 km em 2009, entre treinos e provas. Dois terços deles se concentraram no segundo semestre.
Pela primeira e única vez em 2009, ingeri bebida alcoólica. Ou melhor, cumpri a promessa de tomar um porre com cerveja, whisky, champagne e Absinthe.
Lavei a alma para o que viria nos primeiros dias de janeiro: a preparação para minha primeira maratona
O primeiro, forte e efêmero, foi o de frustração. Queria terminar a prova em 1h20, mas meu tempo foi 3 minutos além do esperado. Em parte, o número excessivo de corredores na prova me prejudicou. Mas o sentimento de fracasso é inevitável.
O segundo, mais duradouro, foi o de dever cumprido. Foram 1.469 km em 2009, entre treinos e provas. Dois terços deles se concentraram no segundo semestre.
Pela primeira e única vez em 2009, ingeri bebida alcoólica. Ou melhor, cumpri a promessa de tomar um porre com cerveja, whisky, champagne e Absinthe.
Lavei a alma para o que viria nos primeiros dias de janeiro: a preparação para minha primeira maratona
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