domingo, 14 de fevereiro de 2010

Calçadões cheios no domingo de Carnaval

Durante toda a tarde do domingo de Carnaval, me senti meio cansado, com pernas pesadas. Talvez fosse reflexo do treino da véspera,na Aldeia da Serra, cheia de subidas. Passar o Carnaval com a planilha cheia é, definitivamente, melhor negócio do que passar com a cara cheia.

Deixei o treino para as 9 da noite por causa do calor.Os calçadões de São Vicente estavam lotados e isso atrapalhou um pouco. Fiquei impaciente e fui até ríspido com as pessoas que me fechavam o caminho. Antes mesmo do fim do treino, já tinha me arrependido daquilo. Cabe a mim desviar e saber correr em qualquer circunstância. Se eu for esperar que os outros abram caminho, vou me estressar sem resolver o problema.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Efeito do calor

A frequência cardíaca subiu demais no treino de quarta-feira (10/2)
à noite. Foram 20 km na Lagoa Rodrigo de Freitas. A temperatura era de
30ºC às 20h.

Ficou claro que, no calor, não deveria ter iniciado a corrida buscando
pace de 5'40 / km. Isso fez com que o ritmo cardíaco passasse dos 170
bpm antes mesmo de fechar o primeiro quilômetro.

Teria valido mais a pena, tanto no Rio como em ocasiões anteriores em
Santos, ter feito um bom aquecimento nos primeiros quilômetros.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Visão no aeroporto

Viajei a trabalho para o Rio de Janeiro. Desta vez, embarquei de Cumbica. Cheguei cedo ao aeroporto. Na fila do raios-X, me vi ali, do outro lado do vidro, na ala internacional, pronto para embarcar para Chicago,ao lado da Alê. Será em meados de outubro.

Mentalizo muito fortemente a Maratona de Chicago todos os dias, em todos os treinos, e não apenas nos treinos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sem iPod

Fiz o treino de segunda-feira (8/2), de oito quilômetros, sem usar o iPod. A opção foi consequência de uma adaptação a correr sem música para obter duas vantagens:

1. Escutar passada e respiração durante o treino; e

2. Reservar o iPod somente para treinos na esteira e longões, normalmente mais estressantes pela duração prolongada ou pela monotonia.

Eu já havia corrido os 20 quilômetros do sábado (6/2) com fones no ouvido, mas iPod desligado quase o tempo todo.

Em janeiro, eu já havia optado por não reclamar da musculação ou de ter de correr na esteira. Precisarei aprender a gostar de ambos. Usar o iPod só na esteira pode ser uma forma de passar a gostar da esteira.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Que suba mais

Lembrei que nos primeiros quilômetros do longão de sábado (6/2), em Perdões, eu tive um pensamento inédito.

Até o terceiro quilômetro, foi só subida. Eu não conhecia a estrada. Como faria um percurso de ida e volta, naquele momento torci para que a longa subida não acabasse. A lógica era simples: cada metro de aclive na ida seria um metro de declive na volta, quando eu estaria mais cansado.

Pouco adiantou. Havia subida e descida por todo o caminho. O jeito foi encarar.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Efeito da musculação

No treino feito na estrada de Perdões a Ribeirão Vermelho, no interior de Minas Gerais, peguei aclives longos e com alta inclinação. Constatei que a musculação, iniciada em janeiro,
começou a fazer efeito.

Suportei melhor as subidas, que tinham desnível aproximado de 100 metros. Não senti o habitual cansaço muscular.

Tucanos e gavião no caminho

Numa troca de posts no Twitter com a Pat Gomes, descrevi o treino deste sábado, antes da festa de aniversário dos sobrinhos Lucas e Hugo. Resumidamente:

Fui de Perdões a Ribeirão Vermelho por uma estradinha sem movimento e bem asfaltada. Não me avisaram que essa estrada tem subida insana nos dois primeiros quilômetros. Quase 100 metros de desnível medindo pelo Garmin.

Chegando a Ribeirão Vermelho (metade do treino de 20 km), outra pirambeira. O lado bom disso: fui e voltei. O que era aclive na ida virou descida na volta. E vice-versa.

A parte mais importante: isto é Brasil. Fui surpeendido por três tucanos — aves, e não políticos — voando calmamente sobre a estrada. Logo depois, tomei um susto com uma outra ave que pulou no topo de um toco. Era um gavião.

Estreei meu Asics Kayano 15 com tempo total de 1h59'11" — pace de 5'59" / km. Minha meta era fazer menos de duas horas. Consegui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sou fundista

Recebi à tarde o Paulo no escritório. Ontem, ele fez o teste ergoespirométrico. Com o Mário, da Needs, comparou seus resultados com os meus.

Resumidamente, o Paulo tem um ponto forte: tiros. Disparar no meio (ou no final) de treino ou prova, é com ele mesmo. Descobri que sou o oposto. Meu forte é a resistência.

Concluí a conversa com uma pergunta-quase-afirmação: "Posso dizer, então, que ultramaratona é um sonho, mas não um delírio para mim?". Ele respondeu que sim.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Nova ferradura

Eu tinha separado os dólares para entregar ao meu irmão. Encomendei a ele um tênis de sua viagem dos Estados Unidos. Ele corre há bem mais tempo do que eu e, portanto, saberia escolher. Trouxe um Asics Kayano 15. E se recusou a receber o dinheiro. Aquele foi o seu presente de incentivo aos meus treinos para a maratona. Mais do que o tênis, o gesto me fez muito, muito bem.

Estreei o Kayano num treino leve na esteira nesta manhã. Primeira impressão: é muito estável. Ainda falta testá-lo no asfalto.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Raios no Ibirapuera

Completei somente 3 dos 5 km previstos para o começo da noite, ainda clara, no horário de verão. Eu seguia em ritmo leve na reta do lago quando a chuva começou a apertar. Até aí, nenhum problema.

O barulho de um raio invadiu o fone de meu iPod. Na hora, me veio à cabeça a imagem de um vídeo que meu pai me mandara por e-mail. Um cinegrafista amador gravou casualmente um raio caindo na árvore bem à sua frente. A árvore pisca como se o tronco tivesse enfeitado por luzes de Natal.

Olhei ao meu redor e só havia árvores. Meu irmão mais novo uma vez levou um choque porque estava sentado numa mesa de alumínio em São Vicente. Um raio caiu a centenas de metros dele, mas não o poupou. Ele teve queimaduras leves pelo corpo. Felizmente, foi só um susto.

Perdido em meus pensamentos, me assustei com o estalo seguido de estrondo um raio perto do Ibira.

Calculei que a Alê devia estar apenas dois ou três minutos atrás de mim. Chegando à Praça do Porquinho, dei meia volta. Queria ter certeza de que ela ficaria bem.

Passamos alguns minutos sob uma marquise, depois fomos direto para o carro. Treino cancelado. Fui embora frustrado, mas seguro de que não tivemos escolha.